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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Movimento Teosófico Moderno


O movimento teosófico moderno foi fundado em 1875 na cidade de Nova Iorque por Helena Blavatsky, com a colaboração de Henry Olcott e William Judge, e seguindo orientações de sábios dos Himalaias.

Os seus 3 objectivos são:
1- Formar o núcleo de uma Fraternidade Universal Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor.
2- O estudo de religiões, filosofias e ciências antigas e modernas, demonstração da importância de tal estudo.
3- A investigação das leis inexplicadas da Natureza e dos poderes psiquicos latentes no Homem.

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A Declaração da Loja Unida de Teosofistas

O programa de acção dessa Loja consiste em devoção independente à causa da Teosofia, sem vinculação oficial a nenhuma organização teosófica. Ela é leal aos grandes fundadores do movimento teosófico, mas não se ocupa com desavenças ou diferenças de opiniões individuais.

O trabalho a que ela se dedica e a meta que ela mantém em vista são demasiado importantes e demasiado elevados para que haja tempo ou disposição para participar de questões laterais. O trabalho e a meta são a disseminação dos princípios fundamentais da filosofia teosófica, e a exemplificação prática desses princípios através de uma compreensão do EU SUPERIOR; uma convicção mais profunda da Fraternidade Universal.

Essa Loja considera que a base inatacável para a união entre os teosofistas, independentemente de como e onde eles se situem, está na “similaridade da meta, do propósito e do ensinamento”, e portanto não possui nem Estatuto, nem Regimento Interno, nem Dirigentes. O único laço entre os seus associados é a base mencionada acima. Essa Loja tem por objetivo disseminar essa ideia entre os teosofistas, promovendo a Unidade.

Ela vê como teosofistas todos os que estão engajados no verdadeiro serviço pela Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, situação pessoal ou organização.

Ela dá as boas vindas como associados a todos aqueles que estão de acordo com os seus propósitos declarados e desejam preparar-se, através do estudo e de outros modos, para serem mais capazes de ajudar e ensinar outras pessoas.

O verdadeiro teosofista não pertence a nenhum culto ou seita, e no entanto pertence a todos eles.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O que é a Vontade?

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O que é a VONTADE? A "ciência exata" pode dize-lo? Qual é a natureza desse algo inteligente, intangível e poderoso que reina soberanamente sobre toda matéria inerte? A grande Ideia Universal desejou, e o Cosmo veio à existência. Eu quero, e meus membros obedecem. Eu quero, e meu pensamento, ao atravessar o espaço, que não existe para ele, abarca o corpo de um outro indivíduo que não é uma parte de mim, penetra por seus poros, e substituindo suas próprias faculdades, se são mais fracas, força-o a uma ação predeterminada. Age como o fluído de uma bateria galvânica sobre os membros de um cadáver. Os misteriosos efeitos de atração e repulsão são os agentes inconscientes dessa vontade; a fascinação, tal como a que vemos exercida por alguns animais, tal qual as serpentes sobre pássaros, é uma ação consciente dela, e o resultado do pensamento. Cera, vidro, âmbar, quando esfregado, e, quando o calor latente que existe em toda substância é despertado, atraem corpos luminosos; eles exercem inconscientemente a vontade pois a matéria inorgânica, assim como a orgânica, possui uma partícula da essência divina em si, por mais infinitesimalmente pequena que seja. E como poderia sê-lo de outro modo? Ainda que no curso de sua evolução tenha passado do princípio ao fim por milhões de formas diversas, ela deve sempre reter o germe inicial da matéria preexistente, que é a primeira manifestação e emanação da própria Divindade. O que é então esse poder inexplicável da atração, a não ser uma porção atômica daquela essência que os cientistas e os cabalista reconhecem igualmente como o "princípio da vida" - o Âkasa. Admite-se que a atração exercida por tais corpos seja cega; mas, se acendermos mais e mais na escala dos seres orgânicos da Natureza, encontramos este princípio de vida desenvolvendo atributos e faculdades que se tornam mais determinados e mais característicos a cada degrau dessa escala sem fim. O homem, o mais perfeito dos seres organizados sobre a Terra, em quem a matéria e o espírito - a vontade - são mais desenvolvidos e poderosos, é o único ao qual se concedeu um impulso consciente para aquele princípio que emana dele. Apenas ele pode comunicar ao fluído magnético impulsos opostos e diversos em limites quanto à direção. "Ele quer", diz Du Petet, "e a matéria organizada obedece. Ela não tem pólos."
Diz Cabanis, a razão se desenvolve exclusivamente às expensas do instinto natural, tornando-se uma espécie de muralha chinesa que se ergue lentamente no solo dos sofismas e, finalmente, exclui as percepções espirituais do homem, de que o instinto é um dos mais importantes exemplos. Chegando a certos estágios de prostração física, quando a mente e as faculdades raciocinantes parecem paralisadas pela fraqueza e pela exaustão física, o instinto - a unidade espiritual dos cincos sentidos - vê, ouve, toca e cheira, inalterado pelo tempo ou pelo espaço. Que sabemos dos limites exatos da ação mental? Como pode um médico pretender distinguir os sentidos reais dos imaginários em um homem cujo corpo, já exaurido de sua vitalidade habitual, deseja viver espiritualmente e se sente verdadeiramente incapaz de impedir a alma de evolar-se de sua prisão?"

In "Isis sem Véu" - H.P.BLAVATSKY