quarta-feira, 30 de março de 2011

A Grande Obra



Mudar em ouro o chumbo, o mercúrio e todos os outros metais, possuir a medicina universal, e o elixir de vida, tal é o problema a resolver para alcançar este desejo e realizar este sonho.

Como todos os mistérios mágicos, os segredos da grande obra têm uma tríplice significação: são religiosos, filosóficos e naturais.

O ouro filosofal, em religião, é a razão absoluta e suprema; em filosofia, é a verdade; na natureza visível, é o sol; no mundo subterrâneo e mineral, é o ouro mais perfeito e mais puro.

É por isso que chamam a procura da grande obra a investigação do absoluto, e que designam esta mesma obra pelo nome de obra do sol.

Todos os mestres da ciência reconhecem que é impossível chegar aos resultados materiais, se a pessoa não achou, nos dois graus superiores, todas as analogias da medicina universal e da pedra filosofal.

Então, dizem eles, o trabalho é simples, fácil e pouco dispendioso; noutro caso, consome a fortuna e a vida dos sopradores.

A medicina universal, para a alma, é a razão suprema e a justiça absoluta; para o espírito, é a verdade matemática e prática; para o corpo, é a quintessência, que é uma combinação de luz e de ouro.

A matéria prima da grande obra, no mundo superior, é o entusiasmo e a actividade; no mundo intermediário, é a inteligência e a indústria; no mundo inferior, é o trabalho; e na ciência, é o enxofre, o mercúrio e o sal, que, alternativamente volatizados e fixados, compõem o azoth dos sábios.

O enxofre corresponde à forma elementar do fogo, o mercúrio ao ar e a água, e o sal à terra.

Todos os mestres de alquimia que escreveram sobre a grande obra, empregaram expressões simbólicas e figuradas, e deviam faze-lo, tanto para afastar os profanos de um trabalho perigoso para eles, como para fazer- se entender bem dos adeptos, revelando-lhes todo o mundo das analogias que rege o dogma único e soberano de Hermes.

Assim, para eles, o ouro e a prata são o rei e a rainha, ou a lua e o sol; o enxofre é a águia voadora; o mercúrio é o andrógino alado e barbado, montado num cubo e coroado de chamas; a matéria ou o sal é o dragão alado; os metais em ebulição são leões de diversas cores; enfim, a obra inteira tem por símbolo o pelicano e a fénix.

Eliphas Levi in Dogma e Ritual da Alta Magia

terça-feira, 29 de março de 2011

Salamandras


Salamandras ou Espíritos do Fogo. Eles vivem no eter ténue, espiritual e invisível do Fogo do mundo físico. Sem Salamandras, o Fogo material não poderia existir; um fósforo não poderia ser aceso ou fogo de qualquer fonte pode ser produzido sem a assistência de Salamandras que aparecem imediatamente, [como acreditavam os místicos medievais], sempre que evocadas, desde o início dos tempos humanos, quando o fogo era o resultado da mera fricção de pedras.

Para o Homem é extremamente difícil comunicar-se com sucesso com as Salamandras devido ao carácter inflamável do Elemento que elas habitam, que dificulta o contacto. Porém tudo é resolvido através [da queima] do pó [de incenso] usado na evocação destes Elementais que, deste modo, aparecem. os filósofos do mundo antigo fabricaram diversos tipos de incenso especialmente compostos de ervas e perfumes. Quando o incenso é queimado, os vapores constituem-se no medium [o meio] através do qual os Elementais podem se manifestar.

As Salamandras têm grupos variados como as Ondinas e os Gnomos. Há muitas famílias, de diferentes aparências, tamanho e dignidade. As vezes as Salamandras são visíveis como pequenas bolas de luz. Paracelso escreveu: "Salamandras têm sido vistas de diversas formas desde de bolas de fogo e línguas de fogo, correndo sobre os campos ou espreitando nas casas" [Philosophia Occulta, traduzido por Franz Hartmann]

Os pesquisadores medievais dos Espíritos da Natureza tinham a opinião que a forma mais comum de uma Salamandra era de uma lagartixa ou lagarto, mais comprida, visível como uma incandescente Urodela [ordem de anfíbios chamados Caudados, inclui as salamandras e os tritões em cerca de 500 espécies], girando e gritando no meio do fogo. Outro grupo foi descrito como gigantes mantas de fogo, protegidas com lâminas de uma incandescente armadura. Certamente alguns autores medievais, entre eles o Abbé de Villars, atesta que Zoroastro era filho de Vesta [não a grega, outra, que, acreditava-se, fora mulher de Noé] e da grande salamandra Oromasis. Por causa desta crença, os persas erigiram vários altares dedicados ao pai-Salamandra do mestre.

Uma das mais importantes subdivisões das salamandras são as Acthnici. Estas criaturas apareciam como globo, flutuando em cima das águas, à noite e, ocasionalmente, apareciam como forquilhas de chamas sobre os pastores e rebanhos de ovelhas [é o chamado Fogo de Santelmo]. As Salamandras foram consideradas, entre os Elementais, os mais fortes e poderosos. Seu rei é um magnífico Espírito chamado Djinn , terrível e de horrível aparência. Consideradas perigosas, os sábios preferiam manter-se longe delas.

O domínio geográfico das Salamandras é ponto cardeal Sul, associado ao calor. Estes elementais exercem considerável influencia em seres de natureza inflamada, de temperamento tempestuoso. Tanto em animais como nos Homens, as Salamandras trabalham os aspectos emocionais do Ser, atuando especificamente em corpos quentes, no fígado e na corrente sanguínea. Sem a assistência delas, não haveria calor.


Manly P. Hall, 1928. Trad. adapt. & pesquisa: Ligia Cabús do Nascimento

segunda-feira, 28 de março de 2011

Agata bellydance evolution competition



Coloquem um gosto no youtube vamos ajudar a Ágata que é uma das melhores Bellydancers Portuguesas a ir à Bellydance evolution competition.

domingo, 27 de março de 2011

Sol Negro


“...o Centro de Centros, que enlaça e unifica as nebulosas de milhões e milhões de sóis que existem aos milhares no céu.” - H.P. Blavatsky

Swadhisthana Chakra - Os Chakras - 3ª Parte


Lugar-Morada do Ser ou o "Fundamento de si próprio".

Nome em Português: Chakra Esplénico.
Este Chakra é localizado na parte lombar e abaixo do umbigo, está relacionado com as glândulas supra-renais, regendo a coluna vertebral e os rins. Rege os rins, sistema reprodutor, circulatório e bexiga.
As energias como a paixão, sensualidade e a criatividade são manifestadas através deste chakra.
Energia de criatividade e impulso emocional; é o centro da procriação, manifesta-se sexualmente, mas sob o aspecto de sensação e prazer; fantasias e desejos sexuais. É representado por uma lua crescente. Neste chakra inicia-se a expansão da personalidade. Centro da purificação.

Desequilíbrio no Físico: desarmonia dos rins, fígado, pâncreas, vesícula e bexiga. Alergias alimentares, problemas menstruais, distúrbios gástricos e intestinais, perda da vitalidade, dores lombares.

Emocional Equilibrado: União sexual, alegria instintiva, capacidade de planejamento, coragem de viver, paixão, habilidade em relacionar-se, jogo de cintura, flexibilidade, auto-aceitação e paixão pela vida.

Emocional Desequilibrado: Medo, incapacidade de construir, distracção, raiva, ódio, inveja, insegurança, falta de paixão, tristeza, manipulação e apego, dependência emocional, vícios e auto-destruição.

Forma Geométrica: Círculo. Representa a forma crescente da lua.

Cor: Laranja - tonifica; é uma cor acolhedora e estimula a alegria. É uma cor social que traz optimismo, expansividade e equilíbrio emocional. Traz confiança e automotivação.

Alimentos que estimulam o chakra: Abóbora, cenoura, milho, laranja, manga.

Cores Básicas: Laranja, Vermelho.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Muladhara - Chakra Básico - Os Chakras - 2ª Parte


Este Chakra é localizado nos orgãos genitais e na pélvis, relacionado com as glandulas sexuais, governa o sistema reprodutor. Este Chakra anima a substância do copro fisíco, o poder e o instinto de sobrevivência. É a ligação com a terra. Concentra as energias da Kundalini, que uma vez despertadas avançam coluna acima, seguindo um padrão geométrico igual ao padrão apresentado na dupla hélice das moléculas de ADN.

Desiquilíbrio no fisíco:

Anemias, Constipações, sexualidade reprimida ou excessiva, frigidez, impotência, fadida, dores nas articulações, problemas de coluna, osteoporose, falta de energia, prisão de ventre, colite, apendicite...

Emocional equilibrado:

Impulso para agir, consciência instintiva básica, força, agressividade controlada, coragem, criatividade, generosidade, sensatez, em suma habilidade em obter o necessário para a vida e capacidade de cuidar de si.

Emocional desiquilibrado:

Egocentrismo, agressividade, preocupação, indolência, desanimação, confusão de interesses, medo de arriscar, timidez, insegurança, aspereza, apego material, tabus sexuais...

***

A forma geométrica é o quadrado, possuindo uma grande relação ao conhecimento ligado à terra, às quatro dimensões.

Este Chakra é onde nasce e reside a energia Kundalini que se movimenta em espiral, pelas nadis, rios internos conhecidos por Ida e Pingala que distribuem por todo o corpo energia e o impulso de vida.

Nadi Ida

Canal esquerdo transportador das correntes Lunares, natureza feminina visual e emocional, produção de vida, energia materna.
Equilibra a energia solar criando um equilibrio para si, tornando-nos mais relaxados e mais alertados mentalmente.

Nadi Píngala:

Canal direito que transporta as correntes Solares, natureza masculina, depósito de energia destrutiva. Torna o corpo fisíco mais dinâmico, aumentando mesmo a saúde.

A cor de Muladhara é o vermelho.

terça-feira, 22 de março de 2011

Chakras - 1ª parte

A palavra chakra é sânscrita, e significa roda.
Os chakras, ou centros de força, são pontos de conexão ou enlace
pelos quais flui a energia de um a outro veículo ou corpo do homem.

Todas estas rodas giram incessantemente, e pelo cubo ou boca
aberta de cada uma delas flui continuadamente a energia do mundo
superior, a manifestação da corrente vital dimanante do Segundo Aspecto do
Logos Solar, a que chamamos energia primária, de natureza séctupla, cujas
modalidades in totum agem sobre cada chakra, ainda que com particular
predomínio de uma delas segundo o chakra. Sem esse influxo de energia não
existiria o corpo físico.

Além de manter vivo o corpo físico, os chakras desempenham outra
função quando estão em atividade. Cada chakra etérico corresponde a outro
astral; mas como este é um vórtice de quatro dimensões, tem uma extensão
de que carece o vórtice do chakra etérico, e portanto, não podem coincidir
exatamente ambos os chakras, ainda que coincidam nas três dimensões do
etérico.
O chakra etérico está sempre na superfície do duplo etérico,
enquanto que o chakra astral está frequentemente no interior do corpo
astral.
Os chakras etéricos em plena actividade, ou completamente
despertos, transferem para a consciência fisica toda qualidade inerente no
correlativo chakra astral.

in Os Chakras - C.W. Leadbeater

Amanhã será publicado post acerca dos Chakras Magnos

OS SETE PRINCÍPIOS HERMÉTICOS


Os Sete Princípios em que se baseia toda a Filosofia hermética são os seguintes:

1 - O Princípio de Mentalismo

O TODO é MENTE; o Universo é Mental.

Este Princípio contém a verdade que Tudo é Mente. Explica que O TODO (que, é a Realidade substancial que se oculta em todas as manifestações e aparências que conhecemos sob o nome de Universo Material, Fenómenos da Vida, Matéria, Energia, numa palavra, sob tudo o que tem aparência aos nossos sentidos materiais) é ESPÍRITO, é INCOGNOSCÍVEL e INDEFINÍVEL em si mesmo, mas pode ser considerado como uma MENTE VIVENTE INFINITA e UNIVERSAL. Ensina também que todo o mundo fenomenal ou universo é simplesmente uma Criação Mental do TODO, sujeita às Leis das Coisas criadas, e que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, tem sua existência na mente do TODO, em cuja Mente vivemos, movemos e temos a nossa existência. Este Princípio, estabelecendo a Natureza Mental do Universo, explica todos os fenômenos mentais e psíquicos que ocupam grande parte da atenção pública, e que, sem tal explicação, seriam ininteligíveis e desafiariam o exame científico.

A compreensão deste Princípio hermético do Mentalismo habilita o indivíduo a abarcar prontamente as leis do Universo Mental e a aplicar o mesmo Princípio para a sua felicidade e adiantamento. O estudante hermetista ainda não sabe aplicar inteligentemente a grande Lei Mental, apesar de empregá-la de maneira casual.

Com a Chave-Mestra em seu poder, o estudante poderá abrir as diversas portas do templo psíquico e mental do conhecimento e entrar por elas livre e inteligentemente. Este Princípio explica a verdadeira natureza da Força, da Energia e da Matéria, como e por que todas elas são subordinadas ao Domínio da Mente. Um velho Mestre hermético escreveu, há muito tempo: "Aquele que compreende a verdade da Natureza Mental do Universo está bem avançado no Caminho do Domínio." E estas palavras são tão verdadeiras hoje, como no tempo em que foram escritas. Sem esta Chave-Mestra, o Domínio é impossível, e o estudante baterá em vão nas diversas portas do Templo.


2 - O Princípio de Correspondência

O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.


Este Princípio contém a verdade que existe uma correspondência entre as leis e os fenómenos dos diversos planos da Existência e da Vida. O velho axioma hermético diz estas palavras: "O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.' A compreensão deste Princípio dá ao homem os meios de explicar muitos paradoxos obscuros e segredos da Natureza. Existem planos fora dos nossos conhecimentos, mas quando lhes aplicamos o Princípio de Correspondência chegamos a compreender muita coisa que de outro modo nos seria impossível compreender. Este Princípio é de aplicação e manifestação universal nos diversos planos do universo material, mental e espiritual: é uma Lei Universal.

Os antigos Hermetistas consideravam este Princípio como um dos mais importantes instrumentos mentais, por meio dos quais o homem pode ver além dos obstáculos que encobrem à vista o Desconhecido. O seu uso constante rasgava aos poucos o véu de Isis e um vislumbre da face da deusa podia ser percebido. Justamente do mesmo modo que o conhecimento dos Princípios da Geometria habilita o homem, enquanto estiver no seu observatório, a medir sóis longínquos, assim também o conhecimento do Princípio de Correspondência habilita o Homem a raciocinar inteligentemente, do Conhecido ao Desconhecido. Estudando a mónada, ele chega a compreender o arcanjo.

3 - O Princípio de Vibração


Nada está parado; tudo se move; tudo vibra.


Este Princípio encerra a verdade que tudo está em movimento: tudo vibra; nada está parado; fato que a Ciência moderna observa, e que cada nova descoberta científica tende a confirmar. E contudo este Princípio hermético foi enunciado há milhares de anos pelos Mestres do antigo Egipto.

Este Princípio explica que as diferenças entre as diversas manifestações de Matéria, Energia, Mente e Espírito, resultam das ordens variáveis de Vibração. Desde O TODO, que é Puro Espírito, até a forma mais grosseira da Matéria, tudo está em vibração; quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala. A vibração do Espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada.

Na extremidade inferior da escala estão as grosseiras formas da matéria, cujas vibrações são tão vagarosas que parecem estar paradas. Entre estes pólos existem milhões e milhões de graus diferentes de vibração. Desde o corpúsculo e o eléctrão, desde o átomo e a molécula, até os mundos e universos, tudo está em movimento vibratório. Isto é verdade nos planos da energia e da força (que também variam em graus de vibração); nos planos mentais (cujos estados dependem das vibrações), e também nos planos espirituais.

O conhecimento deste Princípio, com as fórmulas apropriadas, permite ao estudante hermetista conhecer as suas vibrações mentais, assim como também a dos outros. Só os Mestres podem aplicar este Princípio para a conquista dos Fenômenos Naturais, por diversos meios. "Aquele que compreende o Princípio de vibração alcançou o ceptro do poder", diz um escritor antigo.

4 - O Princípio de Polaridade

Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.


Este Princípio encerra a verdade: tudo é Duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem o seu oposto, que formava um velho axioma hermético. Ele explica os velhos paradoxos, que deixaram muitos homens perplexos, e que foram estabelecidos assim: A Tese e a Antítese são idênticas em natureza, mas diferentes em grau; os opostos são a mesma coisa, diferindo somente em grau; os pares de opostos podem ser reconciliados; os extremos se tocam; tudo existe e não existe ao mesmo tempo; todas as verdades são meias-verdades; toda verdade é meio-falsa; há dois lados em tudo, etc., etc.

Ele explica que em tudo há dois pólos ou aspectos opostos, e que os opostos são simplesmente os dois extremos da mesma coisa, consistindo a diferença em variação de graus. Por exemplo: o Calor e o Frio, ainda que sejam; opostos, são a mesma coisa, e a diferença que há entre eles consiste simplesmente na variação de graus dessa mesma coisa.

Olhai para o vosso termómetro e vede se podereis descobrir onde termina o calor e começa o frio! Não há coisa de calor absoluto ou de frio absoluto; os dois termos calor e frio indicam somente a variação de grau da mesma coisa, e que essa mesma coisa que se manifesta como calor e frio nada mais é que uma forma, variedade e ordem de Vibração.

Assim o calor e o frio são unicamente os dois pólos daquilo que chamamos Calor; e os fenómenos que daí decorrem são manifestações do Princípio de Polaridade. O mesmo Princípio se manifesta no caso da Luz e da Obscuridade, que são a mesma coisa, consistindo a diferença simplesmente nas variações de graus entre os dois pólos do fenómeno Onde cessa a obscuridade e começa a luz? Qual é a diferença entre o grande e o pequeno? Entre o forte e o fraco? Entre o branco e o preto? Entre o perspicaz e o néscio? Entre o alto e o baixo? Entre o positivo e o negativo.

O Princípio de Polaridade explica estes paradoxos e nenhum outro Princípio pode excede-lo. O mesmo Princípio opera no Plano mental. Permitiu-nos tomar um exemplo extremo: o do Amor e o ódio, dois estados mentais em aparência totalmente diferentes. E, apesar disso, existem graus de ódio e graus de Amor, e um ponto médio em que usamos dos termos Igual ou Desigual, que se encobrem mutuamente de modo tão gradual que às vezes temos dificuldades em conhecer o que nos é igual, desigual ou nem um nem outro. E todos são simplesmente graus da mesma coisa, como compreendereis se meditardes um momento. E mais do que isto (coisa que os Hermetistas consideram de máxima importância), é possível mudar as vibrações de ódio em vibrações de Amor, na própria mente de cada um de nós e nas mentes dos outros.

Muitos de vós, que ledes estas linhas, tiveram experiências pessoais da transformação do Amor em ódio ou do inverso, quer isso se desse com eles mesmos, quer com outros. Podeis pois tornar possível a sua realização, exercitando o uso da vossa Vontade por meio das fórmulas herméticas. Deus e o Diabo, são, pois, os pólos da mesma coisa, e o Hermetista entende a arte de transmutar o Diabo em Deus, por meio da aplicação do Princípio de Polaridade. Em resumo, a Arte de Polaridade fica sendo uma fase da Alquimia Mental, conhecida e praticada pelos antigos e modernos Mestres hermetistas. O conhecimento do Princípio habilitará o discípulo a mudar a sua própria Polaridade, assim como a dos outros, se ele consagrar o tempo e o estudo necessário para obter o domínio da arte.

5 - O Princípio de Ritmo

Tudo tem fluxo e refluxo; tudo ,em suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação.

Este Princípio contém a verdade que em tudo se manifesta um movimento para diante e para trás, um fluxo e refluxo, um movimento de atracção e repulsão, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré enchente e uma maré vazante, uma maré alta e uma maré baixa, entre os dois pólos, que existem, conforme o Princípio de Polaridade de que tratamos há pouco. Existe sempre uma acção e uma reacção, uma marcha e uma retirada, uma subida e uma descida. Isto acontece nas coisas do Universo, nos sóis, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na matéria.

Esta lei é manifesta na criação e destruição dos mundos, na elevação e na queda das nações, na vida de todas as coisas, e finalmente nos estados mentais do Homem (e é com estes últimos que os Hermetistas reconhecem a compreensão do Princípio mais importante). Os Hermetistas compreenderam este Princípio, reconhecendo a sua aplicação universal, e descobriram também certos meios de dominar os seus efeitos no próprio ente com o emprego de fórmulas e métodos apropriados. Eles aplicam a Lei mental de Neutralização. Eles não podem anular o Princípio ou impedir as suas operações, mas aprenderam como se escapa dos seus efeitos na própria pessoa, até um certo grau que depende do Domínio deste Princípio. Aprenderam como empregá-lo, em vez de serem empregados por ele.

Neste e noutros métodos consiste a Arte dos Hermetistas. O Mestre dos Hermetistas polarizasse até o ponto em que desejar, e então neutraliza a Oscilação Rítmica pendular que tenderia a arrastá-lo ao outro pólo.

Todos os indivíduos que atingiram qualquer grau de Domínio próprio executam isto até um certo grau, mais ou menos inconscientemente, mas o Mestre o faz conscientemente e com o uso da sua Vontade, atingindo um grau de Equilíbrio e Firmeza mental quase impossível de ser acreditado pelas massas populares que vão para diante e para trás como um pêndulo. Este Princípio e o da Polaridade foram estudados secretamente pelos Hermetistas, e os métodos de impedi-los, neutralizá-los e empregá-los formam uma parte importante da Alquimia Mental do Hermetismo.

6 - O Princípio de Causa e Efeito

Toda a Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei.

Este princípio contém a verdade que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. Explica que: Tudo acontece de acordo com a Lei, nada acontece sem razão, não há coisa que seja casual; que, no entanto, existem vários planos de Causa e Efeito, os planos superiores dominando os planos inferiores, nada podendo escapar completamente da Lei.

Os Hermetistas conhecem a arte e os métodos de elevar-se do plano ordinário de Causa e Efeito, a um certo grau, e por meio da elevação mental a um plano superior tomam-se Causadores em vez de Efeitos.

As massas do povo são levadas para a frente; os desejos e as vontades dos outros são mais fortes que as vontades delas; a hereditariedade, a sugestão e outras causas exteriores movem-nas como se fossem peões no tabuleiro de xadrez da Vida. Mas os Mestres, elevando-se ao plano superior, dominam o seu génio, carácter, suas qualidades, poderes, tão bem como os que o cercam e tornam-se Motores em vez de peões. Eles ajudam a jogar a criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível sem partida da vida, em vez de serem jogados e movidos por outras vontades e influências. Empregam o Princípio em lugar de serem seus instrumentos. Os Mestres obedecem à Causalidade do plano superior, mas ajudam a governar o nosso plano.

Neste preceito está condensado um tesouro do Conhecimento hermético: aprenda-o quem quiser.

7 - O Princípio de Género

O Género está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o género se manifesta em todos os planos.

Este princípio encerra a verdade que o género é manifestado em tudo; que o princípio masculino e o princípio feminino sempre estão em acção. Isto é certo não só no Plano físico, mas também nos Planos mental e espiritual. No Plano físico este Princípio se manifesta como sexo, nos planos superiores toma formas superiores, mas é sempre o mesmo Princípio.

Nenhuma criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível sem este Princípio, A compreensão das suas leis poderá esclarecer muitos assuntos que deixaram perplexas as mentes dos homens.

O Princípio de Gênero opera sempre na direção da geração, regeneração e criação'. Todas as coisas e todas as pessoas contêm em si os dois Elementos deste grande Princípio.

Todas as coisas machos têm também o Elemento feminino; todas as coisas fêmeas têm o Elemento masculino. Se compreenderdes a filosofia da Criação, Geração e Regeneração mentais, podereis estudar e compreender este Princípio hermético. Ele contém a solução de muitos mistérios da Vida. Nós vos advertimos que este Princípio não tem relação alguma com as teorias e práticas luxuriosas, perniciosas e degradantes, que têm títulos empolgantes e fantásticos, e que nada mais são do que a prostituição do grande princípio natural de Gênero. Tais teorias, baseadas nas antigas formas infamantes do Falicismo, tendem a arruinar a mente, o corpo e a alma; e a Filosofia hermética sempre publicou notas severas contra estes preceitos que tendem à luxúria, depravação e perversão dos princípios da Natureza.

Se desejais tais ensinamentos podeis procurá-los noutra parte: o Hermetismo nada contém nestas linhas que sirva para vós. Para aquele que é puro, todas as coisas são puras; para os vis, todas as coisas são vis e baixas.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Como é por dentro outra pessoa

Agharta, o Mundo Subterrâneo


A palavra Agharta é de origem budista. Refere-se ao Mundo Subterrâneo ou Império, em cuja existência todos os verdadeiros budistas acreditam fervorosamente. Eles também acreditam que este Mundo Subterrâneo tem milhões de habitantes e muitas cidades, todas sob o supremo domínio de Shamballah, a capital do mundo subterrâneo, onde reside o Chefe Supremo deste Império, conhecido no Oriente como Rei do Mundo. Acredita-se que deu ordens ao Dalai Lama do Tibete, que era o seu representante terrestre e que suas mensagens eram transmitidas através de certos túneis que ligam o Mundo Subterrâneo ao Tibete.

Túneis misteriosos e semelhantes existem no Brasil. O Brasil, no Ocidente, e o Tibete, no Oriente, parecem ser as duas partes da Terra onde os contatos entre o Mundo Subterrâneo e a superfície podem ser mais facilmente estabelecidos, devido à existência destes túneis.

Nicholas Roerich, o famoso artista, filósofo e explorador russo, que viajou extensivamente pelo Oriente Distante, assevera que Lhasa, a capital do Tibete, era ligada por um túnel a Shamballah, a capital do império subterrâneo de Agharta. A entrada deste túnel era guardada por lamas que juraram conservar secreta a sua real localização, por ordem do Dalai Lama. Acredita-se que um túnel semelhante ligava as câmaras secretas da base da Pirâmide de Gizeh com o Mundo Subterrâneo, por intermédio do qual os faraós mantinham contato com os deuses ou super-homens do mundo sob a terra.

As várias estátuas gigantescas dos primeiros deuses e reis egípcios, bem como as de Buda, encontrados no Oriente, representam super-homens subterrâneos que vieram à superfície auxiliar a espécie humana. São geralmente representados como assexuados. Eram emissários de Agharta, o paraíso subterrâneo, que é a meta desejada por todos osverdadeiros budistas.

As tradições budistas estabelecem que Agharta foi colonizada, pela primeira vez, há milhares de anos, quando um santo homem conduziu uma tribo, que desapareceu sob a Terra. Supõe-se que os ciganos vieram de Agharta, o que explica o seu desassossego.na superfície da Terra e suas viagens constantes em busca de sua pátria perdida. Isto faz lembrar de Noé, que era realmente um atlante que salvou um grupo merecedor, antes do dilúvio que submergiu Atlântida. Acredita-se que trouxe este grupo para um alto planalto brasileiro, onde se estabeleceu em cidades subterrâneas, interligadas por túneis com a superfície, a fim de escapar do envenenamento pelas precipitações radioativas produzidas pela guerra nuclear dos atlantes, que trouxe a inundação que submergiu seu continente.

Acredita-se que a civilização subterrânea de Agharta representa uma continuação da civilização atlante, que, tendo se convencido da futilidade da guerra, permaneceu desde então num estado de paz permanente, fazendo progressos científicos estupendos, jamais interrompidos pela recorrência das guerras, como a nossa civilização da super fície o tem sido. Sua civilização tem muitos milhares de anos de idade (Atlântida afundou há cerca de 11.500 anos atrás),enquanto a nossa é muito jovem, com apenas uns poucos séculos de idade.

Os cientistas do mundo subterrâneo são capazes de aproveitar forças naturais das quais nada sabemos, como demonstrado pelos seus discos voadores, que são operados por uma nova e desconhecida fonte de energia, mais sutil que a energia atômica. Ossendowski assevera que o Império de Agharta consiste de uma rede subterrânea de cidades, interligadas por túneis, através dos quais os veículos passem a velocidades tremendas, tanto sob a Terra como sob o oceano.

Estes povos vivem sob o reinado benigno de um governo universal, chefiado pelo Rei do Mundo. São os descendentes dos habitantes dos continentes perdidos de Lemúria e Atlântida, bem como da raça perfeita e original dos Hyperboreos, a raça dos deuses.

Durante várias épocas da história, os super-homens ou deuses de Agharta vieram à superfície ensinar a espécie humana e salvá-la de guerras, catástrofes e destruição. A vinda dos discos voadores, logo depois da primeira explosão atômica em Hiroshima, representa uma outra de tais visitas, porém desta vez os próprios deuses não apareceram entre os homens, enviando-lhes os seus emissários.

O épico indu Ramaiana descreve Rama como um dos tais emissários de Agharta, vindo num veículo aéreo que era, provavelmente, um disco voador.

Uma tradição chinesa fala de professores divinos vindos em veículos aéreos. Da mesma maneira veio Manco Copac, o fundador da dinastia inca.

Um dos maiores professores de Agharta na América foi Quetzalcóatl, o grande profeta dos Maias e Astecas e dos índios de ambas as Américas, do norte e do sul. Foi indicado que ele era um estranho entre os índios, sendo de uma raça diferente (atlante) por ser louro, enquanto eles eram morenos; alto, quando os índios baixos; barbudo, ao contrário dos índios desprovidos de barbas. Foi reverenciado como o salvador dos índios do México, Yucatán e Guatemala, muito antes da chegada dos homens brancos. Os Astecas o chamaram "Deus da Abundância" e "Estrela Matutina". Seu nome Quetzalcóatl quer dizer "Serpente Emplumada", significando o professor da sabedoria (simbolizada pela serpente) que voa. Foi-lhe dado este nome por que veio num veículo aéreo, que parece ter sido um disco voador. Veio provavelmente do mundo subterrâneo por que, depois de permanecer algum tempo com os índios, desapareceu misteriosamente, do mesmo modo que tinha vindo; acreditando-se ter retornado ao Mundo Subterrâneo de onde viera. Quetzalcóatl é descrito como tendo sido "um homem de boa aparência e semblante grave, de pele e barbas brancas, vestido num traje branco, comprido e flutuante". Ele foi também chamado Huemac, por causa da sua grande bondade e continência. Ensinou aos índios o caminho da virtude e tentou salvá-los do vício, dando-lhes leis e conselhos para refreá-los da luxúria e levá-los a serem castos.

Ensinou o pacifismo e condenou a violência em todas as suas formas. Instituiu uma dieta vegetariana, com o milho como principal alimento, e ensinou o jejum e a higiene corporal. De acordo com o arqueólogo sul-americano, Harold Wilkins, Quetzalcóatl foi também o professor espiritual dos antigos habitantes do Brasil.

Depois de permanecer algum tempo com os índios e vendo quão pouco ligavam para os seus ensinamentos, com exceção de sua recomendação para plantar e comer milho, Quetzalcóatl partiu, dizendo-lhes que regressaria um dia. Que este "visitante do Céu" partiu do mesmo modo em que veio — num disco voador — é indicado pelos fatos seguintes. Quando Cortez invadiu o México, o imperador Montezuma acreditou que havia ocorrido o previsto "regresso de Quetzalcóatl", por que então uma bola de fogo girou sobre a Cidade do México, fazendo o povo gemer e gritar, e pondo fogo no templo do deus da guerra. Acreditaram que aquela bola de fogo era o disco voador no qual Quetzalcóatl viajava.

Osíris foi outro dos tais deuses subterrâneos. De acordo com Donnelly, no seu livro, Atlantics the Antediluvian World, os deuses dos antigos eram os governantes da Atlântida e membros de uma raça super-humana, que governava a espécie humana. Antes da destruição do seu continente, o que previram, viajaram por discos através da abertura polar para o Mundo Subterrâneo no interior oco da Terra, onde continuaram a viver para sempre, desde então. "O Império de Agharta", escreveu Ossendwski no seu livro, Beasts, Men and Gods, "se estende através de túneis subterrâneos por todas as partes do Mundo". No seu livro ele fala de uma vasta rede de túneis construída por uma raça pré-histórica da mais remota antigüidade, a qual passava sob oceanos e continentes e através da qual veículos muito rápidos viajam. O império do qual Ossendowski fala e a respeito do qual aprendeu dos lamas no Oriente Distante, durante suas viagens na Mongólia, consiste obviamente de cidades subterrâneas dentro da crosta da Terra, as quais devem ser diferenciadas daquelas existentes no centro oco. Assim, existem dois mundos subterrâneos, um mais superficial e outro no centro da Terra.

Huguenin, cujo livro sobre discos voadores e mundo subterrâneo mencionamos previamente, acredita que existem muitas cidades subterrâneas a várias profundidades, entre a crosta da Terra e o seu interior oco. Relativamente aos habitantes destas cidades subterrâneas, ele escreve:

"Esta outra humanidade alcançou um elevado grau de civilização, de organização econômica e social e de progresso cultural e científico em comparação com os quais a humanidade que vive na superfície da Terra é uma raça de bárbaros."

No seu livro, Huguenin mostra um diagrama do interior da Terra com suas várias cidades subterrâneas em diferentes níveis, interligadas por túneis. Descreve estas cidades como existindo em cavidades imensas na Terra. A cidade de Shamballah, a capital do império subterrâneo, é representada por ele como existindo no centro da Terra, no seu interior oco, em vez de dentro da crosta sólida. Ossendowski escreve:

"Todas as cavernas subterrâneas da América são habitadas por um povo antigo que desapareceu do mundo. Estes povos e as regiões subterrâneas onde moram estão sob a autoridade suprema do Rei do Mundo. Tanto no oceano Pacífico quanto no Atlântico existiram vastos continentes que mais tarde submergiram e seus habitantes encontraram refúgio no Mundo Subterrâneo. As profundas cavernas são iluminadas por luz resplandecente que permite o cultivo de cereais e de outros vegetais e proporciona aos seus habitantes uma vida de longa duração, livre de doenças. Neste mundo existe uma grande população e muitas tribos."

No seu livro, The Coming Race, Bulwer Lytton descreve uma civilização subterrânea, muito mais avançada do que a nossa própria, que existe numa grande cavidade na Terra, ligada à superfície por um túnel. Esta imensa cavidade era iluminada por uma luz estranha, que não necessitava de lâmpadas para ser produzida, mas parecia resultar de uma eletrificação da atmosfera. Esta luz tornava possível a vida vegetal e permitia que os povos subterrâneos cultivassem os seus alimentos. Os habitantes da Utopia descrita por Lytton eram vegetarianos. Tinham certos aparelhos, pelos quais voavam, em vez de andar. Eram livres de doenças e tinham uma organização social perfeita, de maneira que cada um recebia o que necessitava, sem exploração de uns pelos outros.

É asseverado que a crosta da Terra é intercortada por uma rede de túneis, passando sob os oceanos, de continente para continente, e levando a cidades subterrâneas, em grandes cavidades na Terra. Estes túneis são especialmente abundantes na América do Sul, principalmente no Brasil, que foi o centro principal da colonização atlante; e podemos acreditar que foram construídos pelos atlantes. O mais famoso destes túneis é a "Estrada dos Incas" que se estende por várias centenas de quilômetros ao sul de Lima, no Peru, e passa sob Cuzcor Tiahuanaco e Três Picos, continuando para o Deserto Atacambo. Um outro ramo se abre para Arica, no Chile, o qual foi visitado por Madame Blavatski.

É asseverado também que os Incas usaram estes túneis para escapar dos conquistadores espanhóis e da Inquisição, quando exércitos inteiros entraram por eles, levando o seu ouro e outros tesouros nas costas de lhamas, o que fizeram logo que os conquistadores espanhóis chegaram. Seu desaparecimento misterioso na ocasião, deixando apenas a raça dos índios Quechuas para trás é também explicada pela sua entrada nestes túneis. É dito que quando Atahualpa, o último dos reis Incas, foi brutalmente assassinado por Pizarro, o ouro que estava sendo levado para o seu resgate, numa caravana de 11.000 lhamas de carga, encontrou refúgio nestes túneis. É asseverado que estes túneis tinham uma forma de iluminação artificial e que foram construídos pela faça que tinha edifiçado Tiahuanaco, muito antes do primeiro Inca aparecer no Peru. Uma vez que os Incas que entraram nestes túneis para escapar dos espanhóis nunca mais foram vistos e desapareceram da superfície da Terra, é provável que continuem vivendo nas cidades subterrâneas iluminadas, às quais estes túneis conduziam.

Estes túneis misteriosos, um enigma para os arqueólogos, existem em grandes números sob o Brasil, onde se abrem na superfície em vários lugares. O mais famoso está nas Montanhas do Roncador, no nordeste de Mato Grosso, para onde o Coronel Fawcett estava se dirigindo quando visto pela última vez. É dito que a cidade atlante pela qual procurava não era a ruína de uma cidade morta na superfície, mas sim uma cidade subterrânea com atlantes ainda vivos como seus habitantes; e que ele e o seu filho Jack alcançaram esta cidade e estão ainda vivendo por lá. Esta é a crença do Professor Souza, do Comandante Strauss e de O. C. Huguenin, que já mencionamos antes.

A abertura do túnel do Roncador é guardada pelos ferozes índios Xavantes, que matam qualquer um que entrar sem ser convidado e que possa molestar os moradores subterrâneos, que são por eles respeitados e reverenciados. Os índios Morcegos também guardam estas aberturas secretas dos túneis que levam às cidades subterrâneas na região da Montanha do Roncador, em Mato Grosso. Citamos a seguir uma carta escrita ao autor por um americano, chamado Carl Huni, que viveu muitos anos em Mato Grosso e fez estudos especiais sobre este assunto.

"A entrada das cavernas é guardada pelos índios Morcegos, que são de pele escura e de pequeno porte, mas de grande força física. Seu sentido do olfato é mais desenvolvido do que o dos melhores cães de caça. Mesmo se eles o aprovem e lhe deixem entrar nas cavernas, receio que estará perdido para o mundo presente, por que guardam o segredo muito cuidadosamente e não podem permitir que aqueles que entram possam sair. (Isto pode ter acontecido ao Coronel Fawcett e a seu filho Jack, que se acredita terem entrado num túnel que levava a uma cidade subterrânea na Montanha do Roncador e nunca regressaram.)

Os índios Morcegos vivem em cavernas e saem à noite para a floresta circunvizinha, mas não têm contato com os moradores de baixo, habitando uma cidade subterrânea na qual formam uma comunidade auto-suficiente, com uma população considerável. Acredita-se que as cidades subterrâneas que habitam foram construídas pelos atlantes.

Uma coisa certa é que a precipitação radioativa não pode alcançá-los. Ninguém sabe se os que vivem nestas antigas cidades subterrâneas atlantes são os próprios atlantes ou outros que se estabeleceram lá, depois que os seus construtores originais se foram. O nome da cadeia de montanhas onde existem estas cidades subterrâneas atlantes é Roncador e fica no nordeste de Mato Grosso. Se você for em busca destas cidades subterrâneas é bom que se despeça da vida, pois pode jamais regressar, como o Coronel Fawcett.

Quando estive no Brasil ouvi muito sobre as cavernas sob a Terra e cidades subterrâneas. Elas estão, todavia, muito longe de Cuiabá. Estão próximas do rio Araguaia, que desemboca no Amazonas. Estão a nordeste de Cuiabá, no sopé de uma cadeia de montanhas tremendamente comprida chamada Roncador. Desisti de fazer outras investigações por que ouvi dizer que os índios Morcegos guardam zelosamente a entrada dos túneis contra as pessoas que não estejam suficientemente desenvolvidas, a fim de evitar aborrecimentos. Em primeiro lugar não querem ninguém que esteja ainda enredado em comércio e que queira ganhar dinheiro.

Sei que uma boa parte dos imigrantes que ajudou na revolta do General Isidoro Dias Lopes, em 1924, desapareceu nestas montanhas e nunca mais foi vista novamente. Foi sob o Governo do Dr. Bernardes, que bombardeou São Paulo durante quatro semanas. Finalmente fizeram uma trégua de três dias e permitiram que 4.000 praças, que eram principalmente alemães e húngaros, saíssem da cidade. Cerca de 3.000 deles foram para o Acre, no noroeste do Brasil e cerca de 1.000 desapareceram nas cavernas. Ouvi a história muitas vezes. Se me lembro bem do local onde desapareceram foi na extremidade sul da Ilha do Bananal (perto das Montanhas do Roncador) .

Existem também cavernas na Ásia e os tibetanos as mencionam. Entretanto, tanto quanto eu saiba, as maiores estão no Brasil e existem em três níveis diferentes. Estou certo que conseguiria permissão se quisesse juntar-me a eles e que me aceitariam como um dos seus. Sei que não usam dinheiro e que a sua sociedade é organizada numa base estritamente democrática. As pessoas não ficam velhas e vivem em perpétua harmonia."

Esta Utopia subterrânea, mencionada pelo Sr. Huni (agora residindo em Nova York) parece muito semelhante à descrita por Bulwer Lytton no seu livro, The Coming Race. Lytton era um rosacruciano e provavelmente baseou sua novela em informações dos ocultistas relativas à existência de cidades subterrâneas .

Ruínas de algumas cidades atlantes foram achadas em Mato Grosso e no território amazônico, indicando que os atlantes colonizaram aquela região no passado. Alguns anos atrás um professor inglês, de primeiras letras, ouvindo rumores de uma cidade atlante perdida num elevado planalto daquela região, resolveu encontrá-la. Ele a encontrou, mas as privações da viagem lhe custaram a vida. Antes de morrer enviou, por pombo-correio, um bilhete descrevendo a magnífica cidade que tinha descoberto e cujas ruas eram ornamentadas de altas estátuas de ouro.

Se os atlantes colonizaram o Brasil no passado e construíram cidades em Mato Grosso, na sua superfície, por que construiriam cidades subterrâneas lá? Não poderia ser para escapar ao dilúvio que submergiu a Atlântida e áreas distantes, por que Mato Grosso é um planalto elevado onde as águas da inundação não podiam chegar. O arqueólogo americano, Harold Wilkins oferece uma outra teoria: que as cidades subterrâneas foram construídas para escapar das precipitações radioativas resultantes de uma guerra nuclear dos atlantes. Isto parece ser uma explicação muito razoável, pois de outra maneira não haveria razão para empreenderem a grande tarefa de escavar a Terra e construir cidades subterrâneas, quando já tinham cidades magníficas na superfície da Terra.

Se e quando formos ameaçados por uma guerra nuclear, nós também teremos de procurar refúgio dentro da Terra e lá morar em cidades subterrâneas iluminadas, produzindo nosso alimento sob esta luz. Naturalmente será muito mais fácil aderir às cidades subterrâneas existentes, construídas a milhares de anos atrás pelos atlantes, que nos suplantam de muito em habilidade e engenharia, do que construir as nossas próprias. Se se pudesse estabelecer contato amistoso com os moradores subterrâneos, quando a guerra vier, ou mesmo antes, quando a precipitação radioativa aumentar além do ponto crítico e ameaçar a nossa sobrevivência, seria vantajoso, se admitidos, estabelecer residência nelas.

Não há velhice em Agharta e nem morte. É uma sociedade em que todos são de aparência jovem, mesmo quando com muitos séculos ou milhares de anos de idade. Isto parece inacreditável aos moradores da superfície, expostos aos efeitos perniciosos das radiações solares e à auto-intoxicação dos alimentos venenosos de uma dieta errada. Os sintomas da velhice não são o resultado natural da passagem do tempo ou de um processo presumido de envelhecimento, mas sim de condições e hábitos adversos. A senilidade é uma doença; e desde que os atlantes estão livres das doenças não ficam velhos.

Os sexos vivem separados em Agharta e não existe o casamento. Cada um é livre e independente e um sexo não depende do outro para seu suporte econômico. A reprodução é por partenogênese; e as crianças nascidas de mães virgens são todas do sexo feminino. (Nesta sociedade matriarcal o sexo considerado normal, perfeito e superior é o feminino.) As crianças são criadas coletivamente por professores especiais e não por famílias particulares. São sustentadas pela comunidade, bem como suas mães.

A cultura científica superior do povo subterrâneo, da qual os seus discos voadores são um exemplo evidente, é o resultado de um desenvolvimento cerebral superior e mais enérgico. Isto é devido ao fato de que sua energia vital flui para os seus cérebros, em vez de ser dissipada através do sexo, como entre as assim chamadas raças "civilizadas" da superfície. Na realidade, a indulgência sexual está completamente banida de suas vidas; por causa da sua dieta de frutas, suas endócrinas estão num estado de equilíbrio perfeito e de funcionamento harmônico, como nas criancinhas, e não são estimuladas a atividades anormais pelas toxinas metabólicas produzidas por alimentos tais como sal, pimenta, café, tabaco e álcool. Conservando sua corrente sangüínea pura e livre de toxinas, o povo subterrâneo é capaz de viver em completa continência, conservando todas as suas energias vitais e convertendo-as em poder cerebral superior. Suas conquistas científicas superiores resultam do fato de que os seus cérebros são superiores aos nossos em desenvolvimento intelectual. São da raça que criou os discos voadores. Relativamente a Agharta, o Professor Henrique J. de Souza, Presidente da Sociedade Teosófica Brasileira e autoridade de destaque no assunto do Mundo Subterrâneo, escreveu na sua revista um artigo, Existe Shangri-lá?, do qual passamos a citar:

"Entre todas as raças da humanidade, desde o alvorecer dos tempos, existe a tradição de uma Terra Sagrada ou Paraíso Terrestre, onde os mais elevados ideais da humanidade são realidades vivas. Este conceito é encontrado nos escritos mais antigos e nas tradições dos povos da Europa, Ásia Menor, China, índia, Egito e Américas. Esta Terra Sagrada, dizem, pode ser conhecida somente das pessoas merecedoras, puras e inocentes, razão pela qual constitui o tema central dos sonhos da infância.

O caminho que conduz a esta Terra Abençoada, este Mundo Invisível, este Domínio Esotérico e Oculto, constitui a motivação central e a chave mestra de todos os ensinamentos misteriosos e sistemas de iniciação no passado, presente e futuro. Esta chave mágica é o 'Abre-te Sésamo' que destranca as portas de um mundo novo e maravilhoso. Os antigos rosacrucianos a designavam pela palavra vitriol, que é a combinação das primeiras letras da frase vista interiora terrae rectificando invernes omnia lapidem, para indicar que 'no interior da Terra está oculto o verdadeiro mistério’. O caminho que conduz a este Mundo Oculto é o da Iniciação.

Na Grécia antiga, nos Mistérios de Delfos e Eleusis, esta Terra Celestial era chamada de Monte Olimpo e de Campos Elísios. Também nos tempos védicos primitivos era chamada por vários nomes, tais como Ratnasanu (pico da pedra preciosa), Hermadri (montanha de ouro) e Monte Meru (lar dos deuses do Olimpo e dos Indus). Simbolicamente, o pico desta montanha sagrada está no céu, sua metade na Terra e a sua base no Mundo Subterrâneo.

O escandinavo Eddas também menciona esta cidade celestial, que ficava na terra subterrânea de Asar, dos povos da Mesopotâmia. Era a terra de Amenti do Livro Sagrado dos Mortos, dos antigos egípcios. Era a cidade das Sete Pétalas de Vishnu, e a Cidade dos Sete Reis de Edom, ou Éden da tradição judaica. Em outras palavras, era o Paraíso Terrestre .

Em toda a Ásia Menor, não somente no passado mas também hoje, acredita-se na existência de uma Cidade de Mistério, cheia de maravilhas, que é conhecida como Shamballah (Shamb-Allah), onde fica o templo dos Deuses. É também o Erdami dos tibetanos e mongóis.

Os persas a denominam Alberdi ou Aryana, terra dos seus ancestrais. Os hebreus a chamam de Canaã e os mexicanos de Tula ou Tolan, enquanto os astecas chamavam-na de Maya-Pan. Os conquistadores espanhóis que vieram para a América acreditavam na existência de tal cidade e organizaram muitas expedições para procurá-la, chamando-a de El Dorado, ou Cidade do Ouro. Provavelmente souberam a seu respeito pelos aborígines que a chamavam de Manoa ou Cidade Cujo Rei se Veste com Roupas de Ouro.

Para os celtas esta terra sagrada era conhecida como 'Terra dos Mistérios' — Duat ou Dananda. Uma tradição chinesa fala de uma Terra de Chivin ou Cidade das Doze Serpentes. É o Mundo Subterrâneo, que fica nas raízes do céu. É a terra dos Calças, Caleis ou Kalki, a famosa Colchida, pela qual os Argonautas procuravam quando foram em busca do Velocino de Ouro.

Na Idade Média referiam-se a ela como a Ilha de Avalon, onde os Cavaleiros da Távola Redonda, sob a liderança do Rei Artur e sob a orientação de Mago Merlin, iam em busca do Graal Sagrado, símbolo da obediência, da justiça e da imortalidade. Quando o Rei Artur foi ferido seriamente numa batalha pediu ao seu companheiro Belvedere para partir num barco para os confins da Terra, com as seguintes palavras: 'Adeus, meu amigo e companheiro Belvedere, siga para a terra onde nunca chove, onde não há doenças e onde ninguém morre'. Esta é a Terra da Imortalidade ou Agharta, o Mundo Subterrâneo. Esta terra é a Walhalla dos alemães, o Monte Salvat dos Cavaleiros do Graal Sagrado, a Utopia de Thomas More, a Cidade do Sol de Campanella, a Shangri-lá do Tibete e a Agharta do mundo budista."

Indicamos previamente que as cidades subterrâneas de Agharta foram construídas pelos atlantes, como refúgios contra a precipitação radioativa produzida pelas suas guerras e também nos referimos à teoria de Huguenin de que os discos voadores eram aparelhos aéreos que foram levados para o Mundo subterrâneo antes da catástrofe que submergiu Atlântida. O abandono de seu lar primitivo no alto da montanha sagrada de quatro lados, no centro de Atlântida (Monte Olimpo ou Meru, mais tarde simbolizado pelas pirâmides truncadas de quatro lados do Egito e México), e sua viagem aérea sobre a Ponte do Arco-íris da Aurora Boreal, através da abertura polar, para o novo lar em Walhalla, os palácios dourados da cidade de Shamballah, capital de Agharta, o Mundo Subterrâneo. Esta migração dos deuses governantes de Atlântida para o Mundo Subterrâneo, antes da destruição de seu país, foi mencionada na mitologia teutônica como o "Gotterdammerung", ou o Crepúsculo dos Deuses. Fizeram a viagem em discos voadores, que eram os aparelhos aéreos dos atlantes.

Enquanto, nos dias dos atlantes, os discos voadores voavam na atmosfera externa da Terra, depois de entrarem no Mundo Subterrâneo continuaram a voar na sua atmosfera interna, no seu interior oco. Depois de explosão atômica de Hiroshima, em 1945, eles se elevaram novamente para a superfície em grandes números, buscando evitar uma catástrofe nuclear. A tragédia que atingiu Atlântida foi devido ao seu desenvolvimento científico ter se adiantado em relação ao seu desenvolvimento moral, resultando numa guerra nuclear, que aqueceu a atmosfera, derreteu as calotas de gelo do pólo e ocasionou um dilúvio terrível que submergiu o continente. Um grupo de sobreviventes, conduzido por Noé se refugiou nos planaltos do Brasil (então uma colônia atlante) onde construíram cidades subterrâneas, interligadas por túneis à superfície, para evitar a destruição pela precipitação radioativa e pelas inundações .

De acordo com as narrativas de Platão, Atlântida foi submersa por uma série de inundações, que alcançou o auge há cerca de 11.500 anos. Cerca de quatro milhões de habitantes perderam a vida. Aqueles que eram mais evoluídos espiritualmente e foram prevenidos escaparam em tempo para o Brasil, onde eles ou seus descendentes ainda vivem em cidades subterrâneas, segundo se assevera.

Em conexão com este assunto é interessante; se referir ao livro de Júlio Verne, Uma Viagem ao Centro da Terra, que apresenta uma concepção semelhante à do livro de Gardner de nome parecido. Verne descreve as aventuras de um grupo de exploradores que entraram pela cratera de um vulcão e depois de viajar alguns meses chegou finalmente ao centro oco da Terra, um mundo novo com o seu próprio sol a iluminá-lo, oceanos, terras e mesmo cidades de origem atlante. Verne acreditou que, antes da destruição de Atlântida, alguns dos seus habitantes escaparam e estabeleceram cidades subterrâneas no centro oco da Terra. Uma vez que a maioria das previsões de Verne foi mais tarde confirmada, é possível que esta também o seja — não pela entrada pela cratera de um vulcão, mas por uma expedição aérea, através das aberturas polares ao interior oco da Terra.

Um dos primitivos colonos alemães de Santa Catarina, no Brasil, escreveu e publicou um livro em alemão antigo, tratando do Mundo Subterrâneo e baseando-se para isto em informações dos índios. O livro descreveu a Terra como sendo oca, com um sol no seu centro. O interior da Terra foi dito ser habitado por uma raça de frugívoros, livres de doenças, e de vida muito longa. Este Mundo Subterrâneo, o livro afirmava, era ligado à superfície por túneis, que se abriam principalmente em Santa Catarina e regiões limítrofes do sul do Brasil.

O autor dedicou quase seis anos de investigações ao estudo dos túneis misteriosos que se entrelaçam sob Santa Catarina, construídos obviamente por uma raça antiga, a fim de alcançar as cidades subterrâneas. As pesquisas ainda estão em andamento. Numa montanha, perto de Joinville, o canto coral dos homens e mulheres atlantes tem sido ouvido repetidamente — também o "Canto do Galo", que é a indicação da existência da abertura de um túnel que conduz a uma cidade subterrânea. O canto não é produzido por um animal, mas provavelmente por alguma máquina.

O explorador russo, Ferdinand Ossendowski, autor de Beasts, Men and Gods, assevera que os túneis que circundam a Terra, passando sob os oceanos Pacífico e Atlântico, foram construídos por homens de uma civilização Hyperborea, pré-glacial, que floresceu nas regiões polares quando o seu clima ainda era tropical, uma raça de super-homens, possuidores de poderes científicos de ordem superior, inclusive de máquinas para abertura de túneis, por meio das quais interecruzaram a Terra com estes e das quais nada sabemos. Citaremos agora do notável livro de Ossendowski, contando suas próprias experiências na Mongólia, onde a crença na existência do Mundo Subterrâneo de Agharta, governado pelo Rei do Mundo, que vive na cidade sagrada de Shamballah, é universal.

Ossendowski escreve:

"— 'Pare!' — disse o meu guia mongol, quando cruzamos o planalto de Tzagan Luk — 'Pare!' Seu camelo se abaixou sem que fosse necessário que ele o ordenasse. O mongol levantou sua mão num gesto de adoração e repetiu a frase sagrada:

— on mani paeme hum —."

Os outros mongóis imediatamente pararam os seus camelos e começaram a rezar.

— 'Que aconteceu?' — perguntei assombrado e fazendo parar o meu camelo.

Os mongóis rezaram por alguns momentos e então montaram nos camelos e seguiram.

— 'Olhe' — disse-me o mongol, — 'como os camelos mexem suas orelhas aterrorizados, como as crinas dos cavalos permanecem imóveis e alertas e como os camelos e o gado se ajoelharam no chão. Observe como as aves pararam de voar e os cães de latir. O ar vibra docemente e ouve-se uma canção que penetra no coração de todos os homens, animais e aves. Todos os seres vivos, tomados de medo, se prostraram por si próprios. O Rei do Mundo, no seu palácio subterrâneo, está fazendo profecias sobre os povos de toda a Terra.'

Assim falou o velho mongol.

Na Mongólia, com suas montanhas terríveis e planaltos ilimitados, nasceu um mistério que foi preservado pelos lamas vermelhos e amarelos. Os governantes de Lhasa e Ourga conservaram esta ciência e eram donos destes mistérios. Foi durante minha viagem à Ásia Central que ouvi pela primeira vez o Mistério dos Mistérios, ao qual a princípio não prestei atenção, o que fiz somente mais tarde, quando fui capaz de analisar e comparar certos testemunhos sujeitos a controvérsias freqüentes. Os velhos das margens do Amyil contaram-me uma lenda antiga, de acordo com a qual uma tribo mongol, buscando escapar de Genhis Khan, se escondeu numa terra subterrânea. Mais tarde, perto do Lago Nogan, Soyota me mostrou uma porta que servia como entrada para o reino de Agharta. Foi através desta porta que um caçador entrou naquela região e depois de voltar falou de sua visita. Os lamas cortaram sua língua para evitar que falasse a respeito do Mistério dos Mistérios. Na sua velhice ele retornou à entrada da caverna e desapareceu no Mundo Subterrâneo, cuja lembrança emocionou sempre o nômade.

Obtive informações mais detalhadas de Houtouktou Jelyl Djamsrap, de Narabanch Kure. Ele me contou a história da chegada do todo-poderoso Rei do Mundo à porta da saída do Mundo Subterrâneo, sua aparência, seus milagres e profecias. Comecei então a compreender esta lenda, esta hipótese, esta visão coletiva que, não importa como a interpretemos, esconde não somente um mistério mas também uma força real que governa e influencia o curso da vida política da Ásia. Desde aquele momento comecei minhas investigações. O lama Gelong, favorito do Príncipe Choultoun Beyli, me fez uma descrição do Mundo Subterrâneo.

Há mais de seis mil anos, disse ele, um homem santo desapareceu na Terra, acompanhado por uma tribo e nunca mais voltou à superfície. Este mundo interno foi também visitado por vários outros homens, como Cakya-Muni, Undur-Chengen Paspa, Baber e outros. Ninguém sabe onde acharam a entrada. Alguns dizem que está no Afganistão, outros que está na índia.

Todos os habitantes desta região estão protegidos contra o mal, e o crime não existe dentro de seus limites. A ciência se desenvolve tranqüilamente, jamais interrompida pelas guerras e livre do espírito de destruição.

Conseqüentemente o povo subterrâneo foi capaz de conquistar um grau muito elevado de sabedoria. Eles formam um vasto império com milhões de habitantes, governados pelo Rei do Mundo. Este domina todas as forças da natureza, pode ler o que está dentro da alma de todos e no grande livro do destino.

Invisivelmente, governa sobre oitocentos milhões de seres humanos, todos desejosos de executarem suas ordens. Todas as passagens subterrâneas no mundo inteiro levam ao Mundo de Agharta. Os lamas dizem que todas as cavidades subterrâneas da América são habitadas por este povo. Os habitantes dos continentes pré-históricos submersos (Lemúria e Atlântida) encontraram refúgio e continuaram a viver no Mundo Subterrâneo.

O lama Turgut, que fez a viagem de Ourga a Pequim junto comigo, deu-me detalhes adicionais. A capital de Agharta, Shamballah, é cercada por vilas onde vivem os sábios sagrados. Isto lembra Lhasa, onde o templo do Dalai Lama se ergue no topo de uma montanha circundado por templos e mosteiros. Seu palácio é cercado pelo dos Gurus, que controlam as forças visíveis e invisíveis da Terra, do seu interior até o céu, e são senhores da vida e da morte. Se a nossa louca humanidade continuar suas guerras, eles podem vir à superfície e transformá-la num deserto. Podem secar os oceanos, transformar continentes em mares e causar o desaparecimento de montanhas. Viajam em veículos estranhos, desconhecidos sobre a terra, a velocidades inacreditáveis, através de túneis dentro da Terra. Os lamas acharam vestígios destes homens em todas as partes e em inscrições nas rochas; e viram rastros das rodas dos seus veículos.

Quando pedi para me dizer quantas pessoas visitaram Agharta, o lama respondeu: '—Um grande número, mas a maioria daqueles que lá estiveram mantém o segredo enquanto vivem. Quando os Olets destruíram Lhasa, um dos seus regimentos, nas montanhas do sudoeste, alcançou os limites de Agharta e foi então instruído nas ciências misteriosas, razão pela qual os Olets e Talmuts tornaram-se profetas. Certas tribos pretas do leste também entraram em Agharta e continuaram vivendo lá por séculos. Mais tarde foram expulsas do Mundo Subterrâneo e voltaram a viver na superfície da Terra, trazendo com eles o conhecimento do mistério de profetizar por meio das cartas e da leitura das mãos. (Eles foram os ancestrais dos ciganos.) Numa certa região do norte da Ásia existe uma tribo que está em vias de desaparecer e que freqüenta as cavernas de Agharta. Seus membros podem invocar os espíritos dos mortos que vivem no espaço.'

O lama permaneceu em silêncio por algum tempo e então, em resposta aos meus pensamentos, continuou: —'Em Agharta os sábios escrevem em tabuletas de pedra todas as ciências do nosso planeta e de outros mundos. Os sábios budistas chineses sabem bem disto. Sua ciência é a mais avançada e pura. Em cada século os sábios da China se reúnem num lugar secreto, perto do mar, e escrevem, nas costas de uma centena de grandes tartarugas que saem do mar, as conclusões da ciência divina do seu século.'

Isto me fez lembrar uma história que me foi contada por um velho chinês, recepcionista no Templo do Céu, em Pequim. Disse-me ele que as tartarugas vivem três mil anos sem ar ou alimento e por esta razão todas as colunas do Templo do Céu azul sustentavam-se nas costas de tartarugas vivas, de modo que os suportes de madeira não apodrecessem.

Muitas vezes os governantes de Lhasa e Ourga mandaram embaixadores ao Rei do Mundo, disse o lama bibliotecário, mas não o puderam alcançar. Entretanto, um chefe tibetano, depois de uma batalha com os Olets, chegou a uma caverna cuja abertura tinha a seguinte inscrição:

'Esta porta leva a Agharta'.

Da caverna saiu um homem de bela aparência que o presenteou com uma tabuleta de ouro trazendo inscrições estranhas e lhe disse:

— ‘O Rei do Mundo aparecerá a todos os homens quando chegar o tempo da guerra do mal contra o bem; entretanto este tempo ainda não chegou. Os piores membros da espécie humana ainda estão por nascer.'

Chang Chum Ungern mandou o jovem Príncipe Pounzig como embaixador ao Rei do Mundo. O embaixador voltou com uma carta para o Dalai lama de Lhasa. Desejou mandá-lo uma segunda vez, mas o jovem embaixador jamais retornou."

in A Terra Oca por Raymond Bernard

domingo, 20 de março de 2011

Ensinamentos da escola pitagórica


01. Honra em primeiro lugar os deuses imortais, como manda a lei.
02. A seguir, reverencia o juramento que fizeste.
03. Depois os heróis ilustres, cheios de bondade e luz.
04. Homenageia, então, os espíritos terrestres e manifesta por eles o devido respeito.
05. Honra em seguida a teus pais, e a todos os membros da tua família.
06. Entre os outros, escolhe como amigo o mais sábio e virtuoso.
07. Aproveita seus discursos suaves, e aprende com os atos dele que são úteis e virtuosos.
08. Mas não afasta teu amigo por um pequeno erro.
09. Porque o poder é limitado pela necessidade.
10. Leva bem a sério o seguinte: Deves enfrentar e vencer as paixões.
11. Primeiro a gula, depois a preguiça, a luxúria, e a raiva.
12. Não faz junto com outros, nem sozinho, o que te dá vergonha.
13. E, sobretudo, respeita a ti mesmo.
14. Pratica a justiça com teus atos e com tuas palavras.
15. E estabelece o hábito de nunca agir impensadamente.
16. Mas lembra sempre um fato, o de que a morte virá a todos.
17. E que as coisas boas do mundo são incertas, e assim como podem ser conquistadas, podem ser perdidas.
18. Suporta com paciência e sem murmúrio a tua parte, seja qual for.
19. Dos sofrimentos que o destino determinado pelos deuses lança sobre os seres humanos.
20. Mas esforça-te por aliviar a tua dor no que for possível.
21. E lembra que o destino não manda muitas desgraças aos bons.
22. O que as pessoas pensam e dizem varia muito; agora é algo bom, em seguida é algo mau.
23. Portanto, não aceita cegamente o que ouves, nem o rejeita de modo precipitado.
24. Mas se forem ditas falsidades, retrocede suavemente e arma-te de paciência.
25. Cumpre fielmente, em todas as ocasiões, o que te digo agora.
26. Não deixa que ninguém, com palavras ou atos,
27. Te leve a fazer ou dizer o que não é melhor para ti.
28. Pensa e delibera antes de agir, para que não cometas ações tolas.
29. Porque é próprio de um homem miserável agir e falar impensadamente.
30. Mas faze aquilo que não te trará aflições mais tarde, e que não te causará arrependimento.
31. Não faze nada que sejas incapaz de entender.
32. Porém, aprende o que for necessário saber; deste modo, tua vida será feliz.
33. Não esquece de modo algum a saúde do corpo.
34. Mas dá a ele alimento com moderação, o exercício necessário e também repouso à tua mente.
35. O que quero dizer com a palavra moderação é que os extremos devem ser evitados.
36. Acostuma-te a uma vida decente e pura, sem luxúria.
37. Evita todas as coisas que causarão inveja.
38. E não comete exageros. Vive como alguém que sabe o que é honrado e decente.
39. Não age movido pela cobiça ou avareza. É excelente usar a justa medida em todas estas coisas.
40. Faze apenas as coisas que não podem ferir-te, e decide antes de fazê-las.
41. Ao deitares, nunca deixe que o sono se aproxime dos teus olhos cansados,
42. Enquanto não revisares com a tua consciência mais elevada todas as tuas ações do dia.
43. Pergunta: "Em que errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir?"
44. Recrimina-te pelos teus erros, alegra-te pelos acertos.
45. Pratica integralmente todas estas recomendações. Medita bem nelas. Tu deves amá-las de todo o coração.
46. São elas que te colocarão no caminho da Virtude Divina.
47. Eu o juro por aquele que transmitiu às nossas almas o Quaternário Sagrado.
48. Aquela fonte da natureza cuja evolução é eterna.
49. Nunca começa uma tarefa antes de pedir a bênção e a ajuda dos Deuses.
50. Quando fizeres de tudo isso um hábito,
51. Conhecerás a natureza dos deuses imortais e dos homens,
52. Verás até que ponto vai a diversidade entre os seres, e aquilo que os contém, e os mantém em unidade.
53. Verás então, de acordo com a Justiça, que a substância do Universo é a mesma em todas as coisas.
54. Deste modo não desejarás o que não deves desejar, e nada neste mundo será desconhecido de ti.
55. Perceberás também que os homens lançam sobre si mesmos suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha.
56. Como são infelizes! Não vêem, nem compreendem que o bem deles está ao seu lado.
57. Poucos sabem como libertar-se dos seus sofrimentos.
58. Este é o peso do destino que cega a humanidade.
59. Os seres humanos andam em círculos, para lá e para cá, com sofrimentos intermináveis,
60. Porque são acompanhados por uma companheira sombria, a desunião fatal entre eles, que os lança para cima e para baixo sem que percebam.
61. Trata, discretamente, de nunca despertar desarmonia, mas foge dela!
62. Oh Deus nosso Pai, livra a todos eles de sofrimentos tão grandes.
63. Mostrando a cada um o Espírito que é seu guia.
64. Porém, tu não deves ter medo, porque os homens pertencem a uma raça divina.
65. E a natureza sagrada tudo revelará e mostrará a eles.
66. Se ela comunicar a ti os teus segredos, colocarás em prática com facilidade todas as coisas que te recomendo.
67. E ao curar a tua alma a libertarás de todos estes males e sofrimentos.
68. Mas evita as comidas pouco recomendáveis para a purificação e a libertação da alma.
69. Avalia bem todas as coisas,
70. Buscando sempre guiar-te pela compreensão divina que tudo deveria orientar.
71. Assim, quando abandonares teu corpo físico e te elevares no éter.
72. Serás imortal e divino, terás a plenitude e não mais morrerás

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que é a Verdade?


"O que é a Verdade?" Onde devemos procurá-la, no meio dessa multidão de seitas em guerra? Cada uma delas pretende basear-se na revelação divina, e cada uma afirma possuir as chaves das portas do céu. Estará qualquer uma delas na posse rara da Verdade? Ou devemos exclamar como o filósofo budista. "Há apenas uma verdade sobre a Terra, e ela é imutável; ei-la: - a Verdade não está na Terra!"

In Isis sem Véu - H.P. Blavatsky

quinta-feira, 17 de março de 2011

Metal do Diabo

Metal "Maldito"
O metal do Diabo e do vulcão
O metal vil e pernicioso, a sua fusão obra diabólica.
Outrora, os que o trabalhavam eram relegados para o ultimo escalão da humanidade.

Curiosamente nada do que constitui o orgulho dos "sábios" poderia existir sem ele...

"Lisboa: O Corvo e a Rosa" - David Soares



Segundo capítulo do trabalho em 'spoken word' "Lisboa", com texto e voz de David Soares, misturas e produção de Fernando Matias. Música de Trevor Jones.
Gravado a 15 de Novembro de 2002.
(Este trabalho teve distribuição gratuita e limitada de 150 exemplares.)

Não podia deixar de partilhar...

Os mapas de Piri Réis



Julho de 1957: Existem no Palácio de Topkapu, em Istambul, mapas antigos que pertenceram ao capitão turco Piri Réis que, depois de ter sido corsário, comandava a frota Otomana, em 1550.
Os mapas, que sem dúvida fazem parte de um atlas completo, apresentavam contornos muito precisos da África Ocidental e da América do Sul e Centro.

Em notas marginais, o próprio Piri Réis escxreveu as seguintes explicações:

«Estes mapas foram elaborados segundo os dados de vinte cartas, dos portulanos de quatro portugueses, que mostram o Sind, o Hind e a China, e de um mapa desenhado por Cristovão Colombo.
São exactos para a navegação sobre os sete mares como os mapas dos nossos países.»


Os mapas reproduziam não só os contornos exactos das costas da América do Norte, da América do Sul e do Antárctico, mas também a topografia do interior das terras.

A Gronelândia era apresentada sob a forma de 3 ilhas. As sondagens sismográficas realizadas no Sec. XX, provam que de facto a Gronelândia assenta em 3 ilhas distintas.

Arlington Mallery, Walters e Danirl Lineham, director do Observatório de Weston, nos EUA, e chefe dos serviços sismológicos do Ano Geofísico, acham que os dados datam pelo menos de 5000 anos a.c.

Fonte: "História desconhecida dos Homens" - Robert Charroux

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Segredo...


« O Segredo é a resposta a tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que sempre será.»

Ralph Emerson 1803-1882

sexta-feira, 11 de março de 2011

Unidade do Cosmos


«Há entre o céu e a terra uma unidade, que se reflecte , por um lado, na influência , real ou suposta, que o Sol, as estrelas e os planetas exercem na vida das plantas , dos animais, dos homens e sobre as medicinas que deles derivam; e por outro lado na repetição das estruturas de onde nasceram as noções de macrocosmo e de microcosmo.»

Paracelso

quarta-feira, 9 de março de 2011

Homens da Luta - A Luta é Alegria



Por vezes dás contigo desanimado
Por vezes dás contigo a desconfiar
Por vezes dás contigo sobressaltado
Por vezes dás contigo a desesperar

De noite ou de dia, a luta é alegria
E o povo avança é na rua a gritar

De pouco vale o cinto sempre apertado
De pouco vale andar a lamuriar
De pouco vale um ar sempre carregado
De pouco vale a raiva para te ajudar

De noite ou de dia, a luta é alegria
E o povo avança é na rua a gritar

E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção

E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino

Não falta quem te avise «toma cuidado»
Não falta quem te queira mandar calar
Não falta quem te deixe ressabiado
Não falta quem te venda o próprio ar

De noite ou de dia, a luta é alegria
E o povo avança é na rua a gritar

E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino

Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção

E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
A luta continua

quinta-feira, 3 de março de 2011

Linguagem Secreta


Números mágicos
Fonte de poder
No seu plano Divino
Aos mesmos deu supremacia
Entidade Criadora
Formulas de Alquimia
Sonhos Alcançados

Bloodlust...


Por entre os corpos suados,
escorre o sangue que saboreamos...

terça-feira, 1 de março de 2011

The Entity

The Entity (original title)

Plot: In the film, Carla lives with her children in a home in Los Angeles. One evening, she is violently raped by an unseen being, and the molestations and attacks continue. She goes to a local college campus to seek counseling from a therapist (played by Ron Silver) because she suspects she is suffering from some sort of mental illness. He concurs, suggesting that she is manifesting hallucinated experiences based on a fear of sex, possibly instilled in Carla by her upbringing.

However, after another rape, she seeks solace at the home of friends who witnesses paranormal phenomena. Finally assured of the legitimacy of her experiences, Carla seeks help from a paranormal research team. They accompany Carla to her home to try and help, and it seems that they succeed. Unfortunately, when a lover comes to stay the night, he leaves the room briefly only to return and find Carla nude and pinned to the bed by an unseen force. Her breasts are pulsating rhythmically, as if being massaged by unseen hands, while she begs him for help.

Eventually the team of parapsychologists come up with a plan. They set up a home-like location with guns prepared to spray everything with liquid helium. They presume that since the being can manipulate physical things, it must have physical mass, and therefore can be frozen. Unfortunately, the being does strike and is so powerful that it takes control of these spray nozzles and attempts to kill Carla with the helium. Ultimately she faces off with it, (though she can't see it) stating that it can kill her, torture her and rape her but will never touch the core of who she is. In an act of fury, the being bursts the liquid helium tanks and freezes itself, revealing that it is absolutely gigantic in size. All this is witnessed by Carla's psychiatrist, who until now did not believe she was telling the truth.

Ultimately, Carla decides to move out of the house with her family and drives away. The movie ends stating that the attacks, though decreased in frequency and intensity, continue.

1984 Nominated Saturn Award Best Music
Avoriaz Fantastic Film Festival
Year Result Award Category/Recipient(s)
1983 Won Best Actress Barbara Hershey

Fonte: IMDB